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Saúde também é política mesmo quando não falamos dela.

Saúde também é política mesmo quando não falamos dela.

Foto do escritor: Gilla Personal Trainer
Gilla Personal Trainer
1 de out.
5 min de leitura

Existe uma ideia muito repetida quando o assunto é saúde: cada pessoa precisa cuidar de si.


É verdade. Mas não é a história inteira.

Cuidar do próprio corpo envolve escolhas pessoais, disciplina, rotina e responsabilidade. Só que as condições para fazer essas escolhas não são iguais para todo mundo.

Uma pessoa que trabalha muitas horas, passa boa parte do dia no trânsito, mora longe do trabalho, não encontra espaços seguros para caminhar e não tem acesso a orientação profissional enfrenta uma realidade diferente daquela de quem tem tempo, dinheiro e estrutura para cuidar da saúde.

Por isso, falar de atividade física é também falar sobre a maneira como organizamos a nossa vida e, em alguma medida, sobre a sociedade que construímos.



Movimento não deveria ser luxo



O Ministério da Saúde reconhece a atividade física como parte importante da promoção da saúde. O Guia de Atividade Física para a População Brasileira destaca que o movimento está presente não apenas no exercício planejado, mas também no deslocamento, no trabalho, nos estudos, nas tarefas domésticas e no lazer.

Isso muda um pouco a conversa.

Atividade física não começa necessariamente dentro de uma academia.

Pode começar numa caminhada, numa bicicleta, numa brincadeira com os filhos, numa subida de escada ou simplesmente na decisão de interromper algumas horas sentado.

O exercício físico, por outro lado, é uma atividade planejada, estruturada e repetitiva, normalmente organizada com um objetivo específico. É aí que entra a importância de uma orientação adequada.

E existe uma diferença enorme entre simplesmente fazer alguma coisa e saber por que, como, quanto e para quem aquela atividade deve ser feita.




A prevenção costuma chegar antes da doença



Durante anos, é comum tratar exercício como uma questão estética.

Ganhar massa muscular. Perder gordura. Definir o corpo.

Tudo isso pode fazer parte de um objetivo legítimo. Mas reduzir o exercício a isso é perder uma parte importante da conversa.

A prática regular de atividade física está relacionada à prevenção e ao controle de diferentes problemas de saúde, incluindo hipertensão e diabetes tipo 2, além de contribuir para o equilíbrio, a autonomia, a saúde mental e a qualidade do sono.

E talvez uma das maiores mudanças de perspectiva seja entender que saúde não deveria ser lembrada somente quando alguma coisa começa a dar errado.

Prevenção é menos visível.

Ninguém comemora uma doença que não aconteceu.

Ninguém percebe a queda que não aconteceu porque alguém preservou força e equilíbrio.

Ninguém faz exame para descobrir a autonomia que conseguiu manter aos 70, 80 ou 90 anos.

Mas tudo isso também é resultado de escolhas feitas muito antes.




Envelhecer não deveria significar simplesmente perder capacidade



O Brasil está envelhecendo. E isso muda as perguntas que precisamos fazer sobre saúde.

Não basta pensar em viver mais. É preciso pensar em como queremos viver esses anos.

Conseguir levantar de uma cadeira sem ajuda. Subir uma escada. Carregar uma sacola. Brincar com os netos. Caminhar pela cidade. Viajar. Praticar um esporte.

Parece simples.

Mas a independência para realizar essas coisas é uma das manifestações mais concretas de qualidade de vida.

É por isso que treinamento de força, mobilidade, equilíbrio, coordenação e condicionamento não deveriam ser vistos apenas como ferramentas para construir um corpo esteticamente diferente.

São ferramentas para preservar possibilidades.



E onde entra o personal trainer?



É justamente aqui que o treinamento personalizado pode fazer diferença.

Não porque exista um exercício secreto ou porque seja necessário treinar todos os dias.

Na prática, o trabalho de um profissional de Educação Física deveria começar antes da primeira série.

Quem é aquela pessoa?

Como é sua rotina?

O que ela já consegue fazer?

O que precisa melhorar?

Quais são seus objetivos?

Quais limitações precisam ser respeitadas?

Quanto tempo ela realmente tem disponível?

Um bom planejamento precisa caber na vida real. Caso contrário, pode até funcionar no papel, mas dificilmente se transforma em hábito.

Essa é uma das razões pelas quais não acredito em um treino igual para todo mundo.

Uma pessoa de 20 anos que quer melhorar seu desempenho esportivo não deveria receber exatamente o mesmo planejamento de alguém de 60 que deseja preservar autonomia. Da mesma forma, alguém que está começando depois de muitos anos parado precisa de uma abordagem diferente de quem já treina regularmente.

O exercício precisa conversar com a pessoa.




Na Barra da Tijuca, isso também faz parte da realidade



Quem procura um personal trainer na Barra da Tijuca encontra uma região com diferentes possibilidades para se movimentar: academias, praias, condomínios, parques, ruas e outros espaços que podem fazer parte de uma rotina ativa.

Mas ter lugares disponíveis não significa necessariamente saber utilizá-los.

É possível morar perto de uma academia e continuar sem treinar.

É possível ter uma praia ao lado de casa e passar meses sem caminhar.

É possível comprar equipamentos, baixar aplicativos e assistir a centenas de vídeos de exercícios e ainda assim não ter um planejamento que faça sentido.

Informação é importante.

Orientação também.

E, principalmente, consistência.



Talvez o mais difícil não seja começar



Depois de mais de duas décadas trabalhando com Educação Física, uma coisa ficou bastante clara para mim: as pessoas raramente precisam apenas de mais uma lista de exercícios.

Muitas vezes precisam de alguém que ajude a transformar intenção em rotina.

Não existe treino perfeito para quem não consegue sustentá-lo.

Não existe resultado duradouro baseado apenas em motivação.

E não existe idade ideal para começar a cuidar melhor do corpo.

Existe o momento em que você decide começar e, depois disso, existe o trabalho de continuar.

É nesse processo que procuro atuar como professor de Educação Física e personal trainer.

Meu trabalho não é simplesmente contar repetições.

É entender a pessoa, organizar o treinamento e ajustar o caminho conforme ela evolui.

Pode ser musculação, treinamento funcional, boxe, mobilidade, condicionamento ou uma combinação de diferentes estímulos. O método precisa servir ao objetivo, e não o contrário.




No final, talvez essa seja a parte mais importante de tudo:


Cuidar do corpo não deveria ser apenas uma preocupação estética. É uma forma de preservar liberdade.



Liberdade para se movimentar.

Para envelhecer com mais autonomia.

Para brincar, viajar, trabalhar, praticar esportes e continuar fazendo as coisas que fazem sentido para você.

E isso começa muito antes de aparecer uma doença.

Se você mora na Barra da Tijuca ou região e está pensando em começar ou recomeçar um programa de treinamento, conhecer melhor meu trabalho pode ser um primeiro passo. Antes de falar em série, carga ou repetição, gosto de entender quem está do outro lado.

Porque, no fim das contas, o treino é sobre exercício.

Mas o motivo para treinar é sempre muito maior do que ele.


Luiz Gilla, transformando vidas de foema saudável.

 
 
 

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Luiz Gilla Personal Trainer na Barra da Tijuca
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